MULHERES SÃO MARAVILHOSAS!, Por Milene Mizuta

Mulheres são maravilhosas!

Uma das coisas que aprendi na minha vida foi isso, apreciar as mulheres. E não esse papo idiota de apreciar pessoas, eu aprendi a apreciar mulheres.

Quero aprender, ouvir, admirar, seguir, ler, ouvir e me inspirar em mulheres.

Foi um aprendizado, mas foi um aprendizado de dentro, não de fora.

Eu tive que me perguntar muitas vezes, qual era meu medo e minha insegurança que me impedia de olhar uma mulher como minha irmã, e não como minha inimiga.

E com o tempo eu percebi que esse desamor era nutrido por uma sociedade que lucra com nossa imagem, com nossos corpos, com nosso controle, com nossa constante comparação entre nós, a sociedade da competição.

Mas eu tratei minhas feridas e descobri que só outra mulher é capaz de compreender essa dor, que só outra mulher é capaz de sangrar como eu, que só outra mulher é capaz de me abraçar e juntar as mazelas dela com as minhas.

Eu me tornei não monogâmica quando descobri que eu não preciso concorrer com nenhuma mulher por um homem, que eu sou livre pra atender meus desejos, quantas vezes forem necessários, o meu amor pelas mulheres me fez livre, me fez maior, me fez inteira.

Foi amando a minha espécie que eu encontrei dentro de mim o maior amor que já senti por mim mesma.

Foi amando mulheres que eu encontrei minha metade que tinha sido consumida pelo ódio! Minha metade de mim, dentro de mim.

Se você não consegue aplaudir e admirar outra mulher, vasculhe dentro de ti onde dói e busque uma mulher, que certamente te abraçara, diga pra ela seus medos, chore no seu colo, deixe ela afagar seus cabelos, deixe ela te amar.

Eu sou capaz de carregar o mundo em meus braços, depois que meu abraço ampliou e compreendeu todas as mulheres da minha trajetória.

Vocês são lindas, eu amo vocês, forte e muito!

Em cada uma de vocês eu vejo a história do mundo, a junção com o céu, o infinito de estrelas!

Olhando vocês eu vejo além!

Obrigada por existirem!

A BUSCA PELA IMPERFEIÇÃO, Por Walkiria Tércia

O que vivemos e ouvimos ao longo de nossa biografia nos marca, mas principalmente o que ouvimos nos primeiros setênios das nossas referências, mãe, pai, avós ou qualquer outro adulto que amemos, mesmo que não seja a intenção de quem fala, definir ou direcionar, muitas vezes esse é o impacto nas ações e da forma de ser no mundo.

É perceptível, num processo biográfico, o quanto algumas pessoas dedicam a sua vida a serem o ser mais diferente da sua família de origem para cumprir o papel que lhe foi designado em algum momento: o imperfeito. Aquele que não é o filho ou neto predileto, que sempre "deu problemas" ou por que simplesmente ouviu em algum momento que não tinha talentos ou qualidades; capacidade de se estabelecer.

Adultos que buscam o erro, o insucesso, que optam por um estilo de vida que pareça desestruturado, mesmo sendo pessoas inteligentes, organizadas e chegam para o processo biográfico buscando justificar esse "jeito de ser", buscando a validação da imperfeição.

Acompanhar essa lapidação de seus seres como cristais, é como quem vê a materialização de um milagre, alguém encontrando com a sua própria essência e despindo-se de uma personagem que performou durante muito tempo para cumprir um papel familiar que nasceu em uma fala mal interpretada ou num momento de raiva de quem proferiu.

Olhar para sua própria biografia é trazer luz para muitos momentos mal interpretados ou geradores de dores que se dissipam e encontrar a sua própria versão de você mesma, e querer deixar como legado a sua versão da e para a sua própria vida.

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